INVICTUS (1875)
William Ernest Henley
Out of the night that covers me, Black as the pit from pole to pole, I thank whatever gods may be For my unconquerable soul.In the fell clutch of circumstance I have not winced nor cried aloud. Under the bludgeonings of chance My head is bloody, but unbow’d.
Beyond this place of wrath and tears Looms but the Horror of the shade, And yet the menace of the years Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate, How charged with punishments the scroll, I am the master of my fate: I am the captain of my soul.
EN FRANÇAIS (de la Wikipédia)
Dans la nuit qui m’environne, Dans les ténèbres qui m’enserrent, Je loue les Dieux qui me donnent Une âme, à la fois noble et fière.Prisonnier de ma situation, Je ne veux pas me rebeller. Meurtri par les tribulations, Je suis debout bien que blessé.
En ce lieu d’opprobres et de pleurs, Je ne vois qu’horreur et ombres Les années s’annoncent sombres Mais je ne connaîtrai pas la peur.
Aussi étroit soit le chemin, Bien qu’on m’accuse et qu’on me blâme Je suis le maître de mon destin, Le capitaine de mon âme.
TRADUÇÃO de André Masini
Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu – eterno e espesso, A qualquer deus – se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço.Nas garras do destino e seus estragos, Sob os golpes que o acaso atira e acerta, Nunca me lamentei – e ainda trago Minha cabeça – embora em sangue – ereta.
Além deste oceano de lamúria, Somente o Horror das trevas se divisa; Porém o tempo, a consumir-se em fúria, Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda – eu não declino, Nem por pesada a mão que o mundo espalma; Eu sou dono e senhor de meu destino; Eu sou o comandante de minha alma.
TRADUÇÃO de Leonardo Dias
Do fundo da noite que me cobre, Preta como o Breu de lado a lado Agradeço a todos deuses pelo nobre Inconquistável espírito a mim dado.No acaso todo das circunstâncias Não me deixei cair nem gritar Apesar de um estouro de ânsias Minha cabeça sangra sem curvar
Além desse lugar de tristezas e insanos Nada se vê, só o Horror desde cedo E ainda assim a ameaça dos anos encontra-me e encontrar-me-á sem medo
Não importa quantas vezes desatino nem quantas vezes a vida me espalma Sou o mestre e senhor do meu destino: Sou o capitão de minha alma.
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A segunda tradução em português é mais fiel ao original, mas gostei muito de ambas. E vocês, que acham?
Esse poema é lido por Morgan Freeman no filme Invictus, que estréia nesta sexta no Brasil e que pude ver em sessão para a imprensa nesta terça. Em breve, minha resenha sai no Pílula Pop.
Outro ensaio de tradução:
Invictus
Na noite que me cobre,
Negra como o abismo de um extremo ao outro,
Agradeço a quaisquer que sejam os deuses
Pela minha alma inconquistável.
Nas garras da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob as concussões do acaso,
A minha cabeça está sangrenta, mas erguida.
Acima deste lugar de ira e lágrimas
Assoma mas o Horror da sombra,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra-me, e deve encontrar, destemido.
Não importa quão estreito o portão,
Quão carregada de castigos a lista.
Eu sou o mestre do meu destino:
Eu sou o comandante da minha alma.
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