A nova moda do PT: confirmar ausência

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O PETISMO NÃO PARA de produzir grandes inovações conceituais e filosóficas. Em outubro, diante do resultado desfavorável no Congresso, inventou o “Jurassic Park ideológico”, datando as origens das ideologias milhões de anos antes da própria espécie humana. Em janeiro, carimbou o slogan “Pátria Educadora” ao mesmo tempo em que anunciou um corte de 7 bilhões de reais na Educação, mostrando que o melhor aprendizado é fazer mais com menos. Em fevereiro ousou mais ainda: lançou uma peça publicitária baseada em “o que Marcelo Tas DIRIA“, assinando com: “não dá pra formar opinião sem saber a história completa”. O conceito de história no petismo é mesmo avançado: inclui a teoria das supercordas e as realidades possíveis, impossíveis e as que apenas se imaginam. Isso sem falar, claro, no já famigerado “com Aécio seria pior”. Seguramente ancorado no conceito de infinito, o petista está absolutamente certo de que, se o dólar, a inflação e a corrupção atingirem o número “n”, sob Aécio este número necessariamente seria no mínimo n+1, e por que não n+2, 2n ou alguma progressão geométrica.

Ressalte-se também a inestimável contribuição recente do petismo em elevar o termo “coxinha” – gíria paulista que conheci apenas aos 24 anos de idade – a um eufemismo usado hoje em todo o Brasil para “fascista”, ou seja, “aquele que não enxerga o mundo como um petista”.

copadomundoMas a mais recente inovação filosófica petista desafia até os escolares mais eruditos. Trata-se do inovador conceito de confirmar ausência, um fabuloso RSVP ao contrário. Petistas de variados matizes, especialmente políticos eleitos, fazem questão de dizer a todos em suas timelines que NÃO irão em determinado protesto, desde já uma afirmação de sua importância – do protesto, não deles. O único precedente de que se tem notícia é o vídeo da garota aborrecida dizendo que NÃO iria à Copa do Mundo – este um evento bilionário, viabilizado em grande parte com dinheiro público, transmitido ao vivo pela TV para todo o planeta e realizado desde 1930.

Desde já a confirmação de ausência, essa grande inovação petista, promete estender o tempo dos telejornais. No futuro, os âncoras terão de cobrir a agenda de candidatos assim:

“O candidato João da Silva NÃO fez panfletagem hoje no Rio de Janeiro, e NÃO visitou as velhinhas no asilo em Niterói. Ele também NÃO esteve com os garis de São Paulo e NÃO se deixou fotografar no Hopi Hari, lugar que aliás nem visitou. Ele NÃO esteve em Curitiba, NÃO visitou Porto Alegre e NÃO compareceu à feira do boi em Cuiabá. Na verdade, fez campanha no Recife e… (entra o comercial)”.

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