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Camisa da Argentina

camisa da argentina– SEU GUARDA! FUI ASSALTADO! Me ajuda!
– Calma, cidadão, respira. Me conta como foi isso.
– Um homem me assaltou. Levou minha carteira e celular. Perdi tudo, seu guarda…! Meu salário, que acabei de tirar no banco…
– Como ele era?
– O assaltante? Era da minha altura, cabeludo… vestia uma camisa da Argentina, ele quase me bateu…
– Vestia uma o quê?
– Camisa da Argentina. Aquela azul, seu guarda.
– Não estou entendendo.
– Camisa da Argentina, uai! Listrada, de azul e branco, assim, ó, sabe?!
– Não sei não.
– Como assim, senhor! Camisa da Argent… OLHA ELE ALI! É ELE ALI! Do outro lado da rua! Tá com meu celular na mão! Meu salário! Ele vai entrar no carro! Pega ele, seu guarda!
– Não estou entendendo. Como o senhor sabe que aquela camisa foi feita na Argentina?
– NÃO FOI FEITA LÁ, SEU GUARDA! Quero dizer…. não sei, na China, não importa, OLHA ELE ALI, a camisa da SELEÇÃO argentina, entendeu, de futebol, seu guarda, Maradona, bola, gol!
– Hmmmm…
– Olha lá, entrou no carro, vai fugir! Pega ele, seu guarda! Meu dinheiro!
– Aaah!
– Aaah o quê, seu guarda?
– Acho que entendi. Aquilo não é camisa da Argentina não, cidadão.
– Hem?
– É a camisa da Afa. A-F-A. Asociación del Futbol Argentino. Não é isso?
(carro arranca cantando pneu)

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Um mau professor de História

jean wyllisO nobre deputado Jean Wyllys quer ensinar História aos brasileiros. Para isso, está se valendo de uma imagem completamente apócrifa, que convocaria o povo para a Marcha da Família em 15 de março de 1964. A primeira Marcha se deu no dia 19, como atestam o CPDOC da FGV e outras fontes sérias.

Parabéns ao deputado ex-BBB. Agora que ensinou história, em breve poderá nos ensinar sobre a democracia em Cuba.

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Sim, Dilma nos representa

Com grande poder…

Meu nome é Cedê Silva e Dilma Rousseff me representa.

Não votei nela. Não votarei nela. Não avalio bem sua administração. À parte isso, sei que vivo numa democracia representativa.

Em qualquer regime existem vencedores. Só na democracia existe espaço também para os que perdem. Não é a ideia que predomina na atual discussão pública. Uma das frases que mais pipocaram nas timelines no ano passado, ainda muito viva nestes tempos pré-eleição, é “fulano não me representa”. Devo informá-los de que fulano te representa sim. Reside aí a grande responsabilidade do cargo: representar inclusive os que não votaram nele.

À esquerda e à direita leio quem sustente que vivemos em “tempos mimados”. É verdade. Uns criticam o Bolsa Família, outros criticam quem critica o Bolsa Família mas estuda em universidade pública, todos criticam os rebeldes ou reacinhas criados com leite achocolatado que nunca enfrentaram dificuldade na vida, etc. É a turma que toma a bola quando seu time toma muitos gols, que larga o controle ao começar a perder no videogame. Vivemos também tempos mimados – mimadíssimos – na política. Sua maior manifestação é o “fulano não me representa”. Afinal, eu não votei nele, esse jogo eu perdi, então não quero jogar! Abster-se de responsabilidade pelo político, porém, equivale a conceder-lhe licença para nos desprezar por completo. Afinal, se já damos de barato que ele não nos representa, por que ele deveria se esforçar em fazê-lo?

Hoje é o primeiro dia de setembro e também segunda-feira. Me parece um bom dia para recomeços. Retomo hoje este blog para publicar alguns apontamentos sobre coisas em que venho pensando há bom tempo. Uma delas é esta: Dilma me representa. Eu preferiria que fosse outra pessoa. Mas vivo numa democracia representativa, que se distingue justamente por ter representantes que trabalham para todos. Não pretendo representar ninguém, mas adorarei conversar com todos os meus leitores. Adiante.

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Negando o inegável

No Estadão:

Um locutor [do programa eleitoral de Dilma] vai dizer que o País não corre mais o risco de ter um apagão na energia elétrica, como ocorreu em 2001 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Para a propaganda de Dilma Rousseff, com Lula e a candidata, esse tipo de ameaça não existe mais.

Uai, e o apagão de 2009, de Itaipu? E o apagão deste ano no Norte e Nordeste?

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Jornal Nacional comete erro (pequeno)

Hoje o JN passou uma matéria sobre impostos e entrevistou o ótimo sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor de “A Cabeça do Brasileiro”, “A Cabeça do Eleitor”, e outros livros.

Só que deram o nome errado: “de Oliveira” em vez de “Almeida”. Ops!

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Modeleiros no Itamaraty

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A honestidade de Marcelo Branco

Demonstrada apenas com imagens.

Exhibit A:

Exhibit B:

Sem mais, Meritíssimo.

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