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Resenha: Invictus

Divulgação @ Paraná Online

Invictus é um filme obrigatório para todos os cidadãos brasileiros, e nestes 2.148 caracteres vou explicar o porquê.

Um filme pode ser bom por vários motivos. O elenco, por exemplo. E entre os méritos de Invictus inclui-se a atuação impecável de Morgan Freeman como Nelson Mandela, do sotaque aos lábios sempre apontando para baixo.

Outros méritos de um filme podem estar na fotografia e na montagem. É  o que vemos nas cenas do rúgbi em câmera lenta, no qual o esporte ganha aquele movimento épico exclusivo das propagandas de TV a cabo.

Mas num filme clássico o maior valor está na mensagem. Neste, ela é: o perdão derrota o medo, e é por isso tão poderoso. Quando tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul, Mandela poderia ter seguido o exemplo de seus colegas do Zimbábue, de Uganda e de tantos outros países, e buscado vingança contra os colonizadores. Mas ele escolheu não fazê-lo. Não por sobrevivência política – Mugabe está no poder até hoje; Mandela nem sequer tentou a reeleição – mas por uma profunda convicção moral.

Quando a África do Sul, até pouco tempo um pária internacional, vai sediar a terceira Copa do Mundo de Rúgbi, Mandela aposta desde o início na manutenção dos símbolos e cores da seleção, fortemente associada ao apartheid. Chama o capitão François Pienaar (Matt Damon) para um chá, e torce para que seu time, zebra no campeonato, erga a taça.

Nós no Brasil vivemos um momento em que elites intelectuais e políticas se esforçam para promover duas causas perigosas. A primeira: dividir o país em raças, com benefícios legais para quem alegar certos pedigrees. A segunda: chafurdar no passado de forma seletiva, buscando vingança contra torturadores ao mesmo tempo em que se ocultam os crimes de um dos lados da batalha. Na presidência, Mandela agiu firme contra as duas causas – racismo e vingança – e seu trabalho é mostrado no filme.

Baseado no livro Conquistando o Inimigo, do jornalista John Carlin, Invictus é, portanto, um filme obrigatório para nós brasileiros. Por mostrar que Paulo Vanucchi está completamente enganado, e Fernando Vanucci, certo. Afinal, a África do Sul é logo ali. Logo aqui.

Esse boné vale a pena usar, Presidente!

4 Comentários

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Paulo Vannuchi está com medinho

Na Folha Online:

O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse ontem à colunista Eliane Cantanhêde que é um fusível removível no governo e pedirá demissão caso o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos seja alterado para permitir investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985).

(…)

“A minha demissão não é problema para o Brasil nem para a República, o que não posso admitir é transformarem o plano num monstrengo político único no planeta, sem respaldo da ONU nem da OEA”.

alfredo-braga.pro.br

O ministro Paulo Vannuchi, o mesmo que acusou a auto-retaliação de Paula de Oliveira de ser um crime de intolerância e xenofobia (contra si mesma, só se for), agora está com medinho de que a Comissão que ele mesmo propôs investigue e exponha o que fizeram os democratas do MR-8 e da VAR-Palmares.

Como se não bastasse, menciona como necessário o respaldo de organizações internacionais para a aprovação de medidas no Brasil. É o contrário, ministro: são as medidas dessas organizações que devem ser recepcionadas pelas leis brasileiras.

Sugiro ao Presidente Lula que nomeie em seu lugar o bêbado Fernando Vanucci.

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